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A meteorologia na gestão do Agronegócio

Sabe-se que os fenômenos da natureza são forças que não podem ser controladas. Porém, graças aos avanços tecnológicos, podem ser previstos com um considerável grau de acerto, e as ações podem ser tomadas de acordo com o que se prevê.

Isso é crucial para o agronegócio, tanto no que diz respeito aos grandes latifúndios, quanto aos pequenos produtores. A seguir, iremos mostrar como a meteorologia pode contribuir para o bom desempenho da sua produção agrícola. Vamos lá?

Quais as tecnologias empregadas na meteorologia?

Estações meteorológicas são instrumentos e sensores instalados em locais planos para colher dados que servirão para a análise do tempo e do clima.

Assim, além da temperatura do ar, esses equipamentos são capazes de coletar:

  • Direção e a velocidade dos ventos
  • Umidade relativa do ar
  • Radiação solar
  • Regime de chuvas
  • Entre vários outros fatores atmosféricos

1. Detectores de raios

Esses equipamentos são fundamentais para o agronegócio, uma vez que essa atividade é comumente realizada a céu aberto, ambiente de incidência de raios. Assim, uma detecção precoce dos raios pode prevenir problemas tanto com as pessoas envolvidas na atividade, quanto nas criações e plantações.

A atuação dos detectores de raios é baseada na instalação de antenas capazes de detectar mudanças eletromagnéticas na troposfera com uma precisão bastante alta.

2. Uso de satélites

 

Satélites são sensores bastante sensíveis capazes de detectar variações de temperatura, ainda que pequenas, sendo instalados, comumente, a 800 km de altitude. Eles detectam e monitoram o avanço de queimadas, por exemplo. Estes são grandes aliados da meteorologia.

 

3. Radiossondas

São equipamentos empregados principalmente na detecção da direção do vento, da temperatura, pressão e umidade do ambiente.

4. Monitoramento náutico

É utilizado para obter informações climáticas oceânicas.

Como o monitoramento meteorológico pode ser feito?

Dados meteorológicos podem ser obtidos facilmente, por meio de órgãos especializados. Abaixo, listamos algumas das possibilidades que podem ser utilizadas para analisar o tempo:

1. Boletins de tempo

Essa é a forma mais simples de acompanhar as condições meteorológicas, já que os boletins do tempo são amplamente divulgados pelos mais variados veículos da mídia: TV, rádio, internet, jornais entre outros.

Porém, o ponto negativo dos boletins do tempo é o seu curto alcance, por transmitir informações relativas a curtos espaços de tempo, a previsibilidade necessária para o sucesso do agronegócio fica prejudicada.

2. Uso de alertas

Alguns órgãos públicos, como a Defesa Civil, podem transmitir alertas aos celulares sobre eventos climáticos de grande porte.

3. Previsão de curto prazo

Essas previsões, realizadas com base em cálculos e simulações baseadas em informações atuais da atmosfera, fornecem dados úteis para a tomada de decisões imediatas.

4. Previsão de longo prazo

Tecnologia meteorológica pode ser utilizada para fazer previsões a longo prazo, incluindo informações relativas a várias semanas, meses ou estações inteiras. Assim, é possível planejar safras de anos que ainda virão, a ocorrência de fenômenos naturais de grande porte, como El Niño e La Niña, ou a análise de ocorrência de chuvas em longos períodos do tempo.

Quais as vantagens de fazer monitoramento meteorológico no agronegócio?

1. Evitar prejuízos

Quando se tem controle sobre o comportamento de alguns eventos naturais, tais como o posicionamento do vento e o comportamento da chuva, por exemplo, é possível ter controle sobre atividades fundamentais no agronegócio, tais como a aplicação de pesticidas, a plantação de espécies adequadas ao clima, entre outros.

É importante ressaltar que o agronegócio é o setor da economia que sofre mais impactos com desastres naturais, daí a extrema importância do estudo da meteorologia.

2. Melhor planejamento

Planejamento estratégico é de extrema importância para o agronegócio. Muitas atividades, como a irrigação, o preparo do solo e a semeadura, por exemplo, só devem ser planejadas e realizadas com base em fatores climáticos.

Além disso, fatores climáticos podem interferir no comportamento do consumidor, o que permite que a produção seja direcionada para os produtos com maior procura.

3. Maior produtividade

Com o planejamento estratégico sendo feito de acordo com as condições climáticas, as ações passam a ser bem executadas e a produtividade aumenta, isso faz com que a meteorologia gere mais lucro para o negócio.

4. Construção de histórico da propriedade agrícola

Controle de fatores climáticos e seu registro adequado, permitem a construção de um histórico dos acontecimentos da propriedade, o que gera um modo de ação padronizado, caso os eventos se repitam.

5. Competitividade

Sabemos que o agronegócio tem se tornado, nos últimos anos, um ambiente bastante competitivo e o diferencial para o bom posicionamento no mercado pode ser o controle e a aplicação de ferramentas tecnológicas para a melhora da produção. Nesse sentido, prever acontecimentos climáticos permite maior crescimento e lucratividade.

Importância do seguro meteorológico

Apesar de eficientes, as ferramentas de previsão e controle climatológico podem não ser suficientes para proteger a produção agropecuária. Um desastre climático repentino, como chuvas mais intensas que o esperado, queda de granizo ou alagamentos, por exemplo, pode destruir o trabalho de anos, colocando em risco, inclusive, a continuidade das atividades naquela propriedade.

Assim, a adesão a um seguro rural que cubra a sua produção pode fazer muita diferença para seus negócios, uma vez que protege o investimento realizado pelo produtor no plantio, manutenção e colheita da lavoura, reduzindo os riscos da produção agrícola, podendo optar por uma cobertura voltada para a agricultura, para a pecuária, ou até mesmo por um seguro de vida aos envolvidos na produção. É fundamental que o produtor escolha pelo tipo de seguro mais adequado ao perfil do seu negócio.

Conforme vimos, o tempo é um fator crucial para o agronegócio e seu controle é essencial para o sucesso da produção. Assim, saber o que pode acontecer com o clima em médio e longo prazo permite a adoção de medidas que podem salvar o seu negócio, impedindo prejuízos e transtornos.

Fonte: Climatempo Meteorologia.

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Conheça as principais pragas que afetam o cultivo da Mandioca

O cultivo da mandioca, por ser de ciclo bianual, pode estar sempre sujeito a diversos ataques de pragas, causando danos severos às plantações e enfraquecendo a produtividade econômica do agronegócio.

Dessa forma, a melhor maneira de combater essas pragas é possuir conhecimento necessário para que seja feita a remoção e a prevenção dos danos causados na planta.

Portanto, nesse artigo, falaremos sobre as 5 principais pragas encontradas nas plantações de mandioca. Afinal, conhecer cada uma delas é fundamental para que sejam encontradas formas de acabar com suas consequências.

As informações a seguir foram retiradas do “Guia para reconhecimento dos principais insetos, ácaros-praga e inimigos naturais da cultura da mandioca“, desenvolvida pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Mosca-branca

Mesmo na fase adulta, esses insetos são muito pequenos e encontram-se na região superior das plantas e nas áreas inferiores das folhas. A mosca – branca despeja uma substância açucarada que permite o nascimento do fungo preto, prejudicando a fotossíntese da mandioca.

Dessa forma, os danos ocorrem por causa da sucção da seiva, o que leva ao enrolamento das folhas novas, o amarelamento e a queda foliar. Além disso, o sabor da mandioca fica mais amargo e a propagação de viroses é maior, devido as raízes possuírem um alto teor de água.

Lagarta do Mandarová

Essa mariposa é conhecida pela sua coloração cinza e asas de cor marrom avermelhado com bordas pretas. Suas cópulas surgem durante a noite.

Por isso, é recomendado que se utilize armadilhas luminosas, em pontos altos, para identificar o período de início da infestação. Após sua localização na plantação, é fundamental monitorar o campo para a identificação dos ovos e o tamanho das lagartas.

Percevejo-de-renda

A mosca-de-renda ou percevejo-de-renda (Leptopharsa heveae – Hemiptera: Tingidae), possui apenas três milímetros de comprimento, uma coloração acinzentada, asas redondas e vive em torno de 23 a 90 dias. Em sua juventude (ninfas), esses insetos possuem coloração branca e são menores que os adultos, apesar de possuírem as mesmas condições morfológicas.

O percevejo-de-renda vive em colônias e se localizam, na maioria das vezes, nas áreas inferiores das folhas de baixo e do meio. Em ataques mais agressivos, podem ocupar as folhas do ponteiro (apicais). Tanto na fase de ninfas quanto na adulta podem causar danos à mandioca.

Este inseto-praga inicia o ataque pelas folhas baixas, indo até o ápice da planta. Quanto maior o número e  tamanho, causam manchas amareladas e posteriormente nos tons marrons avermelhados. Na parte inferior das plantas, os pontos pretos são os excrementos desse inseto.

Brocas-da-haste

As fêmeas despejam os seus ovos nas áreas tenras das hastes da mandioca. Ao nascerem, as larvas se alimentam escavando galerias, o que impossibilita a circulação da seiva, causando, consequentemente, o enfraquecimento e morte da planta.

Sua identificação é facilitada devido à localização dos ataques, que ocorrem nos orifícios de entrada. Dessa forma, as escavações em formas de túneis possibilitam a localização dessa praga.

Cochonilha da parte aérea

Diversas espécies de cochonilhas são encontradas tanto na África, quanto na América do Sul. Porém, as que causam maior estrago econômico são as Phenacoccus herreni e P. manihoti.

Ambas as espécies possuem ciclos similares. A única diferença é que a P. herreni se reproduz sexuadamente (com a presença de machos), enquanto a P. manihoti se reproduz através da partenogênese (fêmeas gerando fêmeas).

Fonte: MF Rural

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A influência do clima na plantação de Mandioca

Todo produtor rural sabe da influência e importância que o clima possui na plantação de mandioca, bem como de outras variedades agrícolas. Características de cada planta determinam como o cultivo deve ser feito, qual estação do ano é mais benéfica, dentre outros marcadores.

O que se sabe da mandioca até hoje é que se trata de uma planta muito adaptada ao calor e muito sensível ao frio. Clima perfeito para  seu plantio é o quente e úmido. As regiões Norte e Nordeste são as líderes no plantio de mandioca no Brasil, enquanto a região Centro-Oeste é a que menos produz.

Chuva, temperatura e radiação são os fatores climáticos que mais afetam a agricultura. Com a mandioca, não poderia ser diferente.

Sobre a chuva, sabe-se que, em alguns lugares onde há plantio da mandioca, chove até 3 mil milímetros anualmente. Mesmo assim, se desenvolve bem. Da mesma forma, em locais onde as precipitações chegam aos 500 milímetros somente, as plantas já adultas também conseguem se desenvolver.

Não existe uma temperatura ideal para a plantação de mandioca, mas abaixo dos 15 °C a planta diminui seu desenvolvimento. Por isso, o plantio dela é mais forte fora do nosso inverno.

Saiba como a irrigação artificial de luz pode aumentar sua produtividade no campo e ajudar a sua plantação de mandioca.

A plantação de mandioca resiste ao calor intenso

Recentemente, pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), fizeram descobertas importantes sobre a influência do clima na plantação de mandioca.

Descobriu-se que a elevação da concentração de CO² na atmosfera pode aumentar a produtividade média da mandioca. Esse resultado ocorre mesmo com a consequente redução da quantidade das chuvas e aumento de temperatura.

Com isso, regiões como o Nordeste brasileiro, que possuem um clima semiárido, não devem ser prejudicadas pela elevação da temperatura média no Brasil nos próximos anos.

Locais onde há déficit hídrico podem ser estratégicos para a plantação da mandioca, ao invés de outras plantas que necessitam de mais chuvas para seu cultivo.

Características climáticas da mandioca

Veja algumas características que a mandioca possui, com relação à influência do clima sobre seu plantio:

  • Mandioca consegue reter água em seus tecidos. Dessa forma, não perde água facilmente para o ambiente, tornando-se uma planta mais tolerante à seca;
  • Com raízes profundas, a mandioca consegue alcançar água em até dois metros de profundidade;
  • Tolera altas temperaturas e radiação solar;
  • Consegue fazer fotossíntese mesmo com pouca água em sua folha;
  • Adaptável a diferentes condições climáticas e solo.

Brasil está entre os maiores produtores do mundo

Não é à toa que a mandioca está sempre na mesa dos brasileiros. Em 2016, por exemplo, o Brasil foi o 4º maior produtor do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.

Fonte: MF RURAL

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Expectativas para o mercado de Mandioca em 2021

O final do ano e a entressafra provocaram redução no ritmo das indústrias de fécula e farinha de mandioca do Paraná. A safra 2019/20 está com 90% dos 148 mil hectares colhidos.

Para a próxima safra, a previsão é que o plantio cubra 149 mil hectares com produção de 3,4 milhões de toneladas de mandioca em raiz. Até o momento, 98% da área está plantada.

A pandemia causada pelo coronavírus gerou impacto em diversos segmentos e mercados. Um deles foi o de máquinas e implementos no agronegócio, que passou a enfrentar problemas com fornecimento de matéria-prima.

Uma pesquisa online feita pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) avaliou os efeitos dos seis meses da pandemia na indústria e mostrou que 47% das empresas estão encontrando dificuldades para conseguir insumos, matérias-primas e mercadorias.

A pesquisa também apontou que 63% das empresas estão com o estoque baixo, fazendo com que o preço da matéria-prima aumente consideravelmente.

E a longa estiagem provocou, na cadeia pecuária de bovinos de corte e leite, atraso no plantio de pastagens de inverno e, consequentemente, a engorda dos animais foi prejudicada.

Com isso houve alta nos custos de produção que refletiram no preço da arroba. A cadeia leiteira sofreu com o mesmo problema, agravado pelo fato de a queda de produção ser imediata.

Na apicultura, o registro é para o crescimento de 9,5% na produção nacional de mel em 2019, alcançando 45.981 toneladas. Este ano, o Brasil reforçou a exportação do produto, com crescimento de 58,7% em relação a 2019, alcançando 38.128 toneladas.

O Paraná ficou em terceiro lugar na exportação, com 8.238 toneladas, volume 35,7% superior a 2019.

Fonte: CBN Curitiba. | foto: Jonas Oliveira/Arquivo AEN

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AGRONEGÓCIO: PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL DEIXA OS EFEITOS DA PANDEMIA PARA TRÁS E CRESCE 1,9% ENTRE MAIO E JUNHO.

De acordo com o site Broadcast Agro,

A produção agroindustrial no Brasil cresceu 1,9% entre maio e junho, apontou o Centro de Estudos do Agronegócio (FGV Agro), em nota. Segundo o levantamento, consolidado no Índice de Produção Industrial do Agronegócio (PIMAgro), este foi o segundo mês consecutivo de expansão do setor, “deixando claro que o fundo do poço da agroindústria realmente ficou em abril”.

O crescimento ocorreu tanto em Produtos Alimentícios e Bebidas (0,8%) quanto em Produtos Não-Alimentícios (4,1%). “Para os Produtos Alimentícios e Bebidas, o mês de junho não foi superior apenas ao mês de maio, e apresentou um volume de produção maior do que no mês de junho do ano passado”, diz o FGV Agro. “Ou seja, para esse segmento, os impactos negativos da pandemia já ficaram para trás.”

O centro de estudos aponta ainda que, de forma agregada, apesar de todas as turbulências, Produtos Alimentícios e Bebidas fecharam o 1.º semestre em campo positivo (leve expansão de 0,2%). “Por trás dessa trajetória de recuperação, merece destaque a contribuição dos programas de transferência de renda, como o auxílio emergencial, e o bom desempenho das exportações de Alimentos e Bebidas.”

Com isso, o FGV Agro reviu para cima as projeções para 2020, reduzindo a contração da Agroindústria de -7,0% para -4,2%.

Fonte: Broadcast Agro

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Uma nova variedade de mandioca é capaz de produzir 51% a mais de amido.

Uma nova variedade de mandioca é capaz de produzir, já no primeiro ciclo, 45% a mais de raízes e 51% a mais de amido. Esse é o desempenho registrado nos experimentos da BRS 420 comparando às cultivares usadas no centro-sul do País, região para a qual a nova raiz foi projetada.

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MANDIOCA: EM ALTA Á OITO SEMANAS, PREÇO DA RAIZ ATINGE MAIOR PATAMAR EM UM ANO.

Os preços da raiz de mandioca estão em alta há oito semanas consecutivas, atingindo, na semana passada, o maior patamar em 12 meses. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, esse cenário é resultado da baixa oferta do produto na maior parte das regiões levantadas pela Equipe.

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MANDIOCA: CHUVAS NAS REGIÕES PRODUTORAS POSSIBILITAM RETOMADA DE TRABALHOS DE CAMPO

O bom volume de chuvas na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea possibilitou uma retomada dos trabalhos no campo. A maioria dos agricultores priorizou as atividades relacionadas ao plantio, que segue atrasado, em detrimento da colheita, especialmente porque consideram a rentabilidade da mandiocultura desfavorável, devido à pressão sobre as cotações e às sucessivas quedas no teor de amido. Na expectativa de aumento na oferta após as precipitações, parte das empresas que estava com as atividades de moagem interrompidas retomou o processamento, resultando em ligeira melhora na demanda. Com maior interesse comprador, os preços subiram nesta semana na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Entre 23 e 27 de setembro, a cotação média semanal a prazo para a tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 287,13 (R$ 0,4994 por grama de amido na balança hidrostática de 5 kg), leve aumento de 0,04% frente ao valor médio da semana anterior.

Fonte: Cepea

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MANDIOCA: Confirmado 1º caso de nova doença da mandioca

Imagem Crédito: Embrapa

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) registrou no Brasil o primeiro caso da doença Queima-do-fio da mandioca no mundo. Análises moleculares e biológicas identificaram o fungo Rhizoctonia solani AG-1 IA, que ataca a parte aérea da planta, em lavouras no município de Mâncio Lima, na região do Juruá, maior polo produtor de mandioca do estado do Acre

A descoberta foi publicada na revista Australasian Plant Disease, sendo divulgada pelo Portal chinês Agropages. Com essa identificação, coordenada pelo pesquisador da Embrapa Acre Amauri Siviero, é possível avançar nas pesquisas para o melhoramento genético da cultura e recomendação de medidas eficazes de controle da doença.

“Em expedições a campo verificamos que cerca de 10% das plantas dos roçados apresentavam características de queima nas folhagens. A partir de amostras de materiais infectados, coletados em diferentes cultivos, realizamos testes de patogenicidade para caracterização e reprodução dos sintomas da doença em laboratório. Com base no material isolado, foram feitas análises moleculares e biológicas para identificação do fungo (patógeno). Os resultados nos permitiram concluir que essa doença nunca foi relatada na cultura da mandioca em nenhum país”, destaca Siviero.

No Brasil, o fungo Rhizoctonia solani AG-1 IA já foi identificado atacando culturas como o feijão, café, arroz, batata, soja, milho e seringueira, entre outras, sempre associado à queima e apodrecimento de determinada parte da planta (raízes, folhas e sementes). A sua principal forma de disseminação é pela ação do vento.

“A Queima-do-fio da mandioca provoca a necrose de ramos e folhas que escurecem, secam e adquirem aspecto de queimado, como se um lança-chamas tivesse passado pela lavoura. Os sintomas da doença evoluem rapidamente e as folhas lesionadas se desprendem do caule e ficam penduradas por um fio branco, que é o próprio corpo do fungo”, explica Siviero.

“Devido à predominância de surtos situados ao lado de extensões florestais, acreditamos que o fungo pode ter migrado de plantas hospedeiras, do interior da mata, para as lavouras. Outra hipótese é que esse patógeno tenha sofrido um processo de especialização como parte do processo natural de evolução para se adaptar a novos hospedeiros”, analisa o cientista.
Fonte: Agrolink

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MANDIOCA: Média semanal atinge o menor patamar desde junho de 2016

O valor médio semanal da tonelada de mandioca posta fecularia registrado entre 16 e 20 de setembro, de R$ 287,00 (R$ 0,4991 por grama de amido na balança hidrostática de 5 kg) foi o menor, em termos nominais, desde junho de 2016 e 3% inferior ao da semana anterior. Essa foi também a nona queda semanal consecutiva dos valores. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário reflete a demanda enfraquecida pela matéria-prima, visto que grande parte das fecularias segue restringindo a moagem, enquanto outras continuam com as atividades interrompidas. Do lado produtor, os trabalhos de campo, principalmente a colheita, foram limitados pela estiagem em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea – apenas o plantio (e/ou replantio), que está atrasado, ocorreu em alguns dias.


Fonte: Cepea

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