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MANDIOCA: setor registra crescimento na produção de polvilho e tapioca

Em meio à pandemia de covid-19, o setor de fécula de mandioca buscou diversificar a produção, no intuito de manter aquecida a liquidez desse mercado. Isso é o que mostra o levantamento anual realizado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Abam (Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca).

De acordo com o levantamento, além da fécula nativa, em 2020, o setor aumentou a produção de amidos modificados, de polvilho, de tapioca, de misturas para pães de queijo, entre outros. Os dados do Cepea mostram que a produção de fécula nativa teve participação de 60,7% no setor, seguido por polvilhos (azedo e doce), com participação de 17,3%; de modificados, de 13,2%; de tapioca, de 6,7%; e de misturas para pães de queijo, de 2,1%. Considerando-se a produção de todos esses itens, o setor teve utilização da capacidade industrial próxima da metade – ainda assim, a maior desde 2015.

Dados do levantamento do Cepea, indicam que a produção de fécula nativa de mandioca teve crescimento de 7,5% em 2020, somando 538,8 mil toneladas, o maior volume desde 2016. Considerando-se o preço médio anual da fécula nativa, o valor bruto da produção atingiu R$ 1,2 bilhão no ano passado, com um salto de 22,7% sobre o valor nominal de 2019. Porém, é preciso considerar que a inflação medida pelo IGP-DI foi de 13,05% no ano, corroendo, portanto, parte desse avanço.

polvilho 1 - MANDIOCA: setor registra crescimento na produção de polvilho e tapioca

Do lado do consumo de fécula e outros derivados, os setores em destaque foram i) os atacadistas e de massas e ii) biscoitos e panificação, que representaram respectivos 23,1% e 20,3% do total. Outros setores importantes foram os de papel e papelão (6,7% do total), tapioca (6,2%), frigoríficos (6,0%), varejistas (5,1%), outras fecularias (4,0%) e indústria química (1,7%). Os outros 26,9% da produção total não tiveram destinos relatados pelas empresas consultadas pelo Cepea.

Agentes estão otimistas no que se refere à produção de fécula e de outros derivados em 2021. No agregado, o setor espera aumento de 11,9% na produção neste ano, devido à possível melhora da economia frente ao que se foi verificado em 2020. Pesquisadores do Cepea ressaltam que o consumo de fécula e outros derivados tem correlação positiva com os indicadores macroeconômicos. Além disso, agentes do setor industrial também têm expectativa de aumento nas exportações em 2021 – até o momento (de janeiro a março/21), dados da Secex indicam que os embarques cresceram 3 vezes frente ao mesmo período do ano passado. Agentes também esperam reações de preços de raiz e fécula, tanto para este primeiro semestre quanto para a segunda metade de 2021.

Pesquisadores do Cepea apontam que o maior desafio do setor parece estar na oferta de raiz de mandioca. As intensas valorizações de outras commodities agropecuárias, como soja, milho, trigo, boi de corte e cana-de-açúcar, diminuíram a atratividade da mandiocultura – que, destaca-se, é uma atividade de ciclo mais longo.

Fonte: Agrolink.

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CNA discute mercado da Mandioca e derivados

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou da reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Mandioca e Derivados, do Ministério da Agricultura, na terça (11).

O principal assunto debatido no encontro foi a conjuntura de mercado da cadeia nos últimos anos. Segundo a assessora técnica da CNA, Letícia Barony Fonseca, os baixos preços praticados e o aumento dos custos de produção requerem atenção dos produtores de mandioca neste momento.

“Este cenário tem trazido incerteza à continuidade da atividade de muitos produtores em todo o Brasil, o que ameaça a disponibilidade de mandioca no mercado interno já para o segundo semestre de 2021”, afirmou.

De acordo com Letícia, o Brasil é o 5º maior produtor mundial de mandioca e também um grande consumidor, tendo que importar fécula para atender a demanda do mercado interno. Para ela, isso demonstra que o país tem um enorme potencial de crescimento, sendo muito importante o fortalecimento da cadeia e da gestão da propriedade rural.

Durante a reunião também foram debatidas as ações da Câmara junto ao Ministério da Agricultura, o fortalecimento da defesa fitossanitária – com a ampliação do número de produtos registrados para a cultura – e os preços altos do milho, que trazem oportunidades de crescimento para o setor.

Fonte: CNA.

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Sucesso de nova variedade de Mandioca é exemplo da sintonia entre pesquisa e extensão

Uma nova variedade de mandioca, a IPR B36, é um exemplo de que o produtor e a sociedade são beneficiados quando a pesquisa e a extensão rural trabalham em sintonia. Buscar variedades mais produtivas exige anos de trabalho dos pesquisadores e a atuação do extensionista é fundamental para fazer esse conhecimento chegar aos agricultores.

Na região Noroeste do Estado essa parceria vem impactando diariamente a renda de alguns produtores de mandioca. A variedade IPR B36, desenvolvida pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Emater-Iapar (IDR-Paraná), apresenta vantagens quando comparada a outras disponíveis no mercado. De fácil manejo e bem aceita pelas indústrias, a IPR B36 pode ter uma produtividade que chega ao dobro da média estadual. O trabalho de extensão, também do IDR-Paraná disseminou a nova variedade entre os produtores.

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Benedito Flavio Gonçalves, que planta mandioca há mais de 30 anos em Indianópolis, iniciou as avaliações da IPR B36 em 2014, com alguns feixes cedidos pela unidade de pesquisa do IDR-Paraná de Paranavaí. Segundo o produtor, atualmente ele cultiva somente esta variedade.

Gonçalves destaca a boa produtividade obtida. Ele informa que na última colheita, em área de dois ciclos, a produtividade média ficou em 50,4 toneladas por hectare. Alguns talhões chegaram a atingir 56 toneladas por hectare, contra uma produtividade média no Estado de 23,7 T/ha.

De acordo com o extensionista Mario Takahashi, do IDR-Paraná de Paranavaí, ao preço atual de R$ 0,80 o grama que é pago pelas indústrias, a cultura rendeu R$ 480 por tonelada para o produtor.

TRATOS CULTURAIS  Além disso, Takahashi acrescentou que o fato de a parte aérea da planta ser ereta facilita os tratos culturais. Outra vantagem é que as raízes curtas da IPR B36 tornam mais fácil o arranquio na colheita. A variedade ainda tem boa tolerância a pragas e doenças.

Marcos José Biffe, de Indianópolis, é outro produtor que apostou na IPR B36. Ele planta a variedade desde 2016 e ressalta que o formato das raízes proporciona menor perda durante a colheita. Embora apresente raízes de casca um pouco escura, a IPR B36 é descascada facilmente e tem sido bem aceita pelas indústrias de fécula e farinha.

A IPR B36 já vinha sendo plantada por vários agricultores do Paraná em diversas unidades demonstrativas para ser avaliada, mas foi lançada oficialmente em 2019. O município de Indianópolis, próximo a Cianorte, concentrou as primeiras unidades demonstrativas da nova variedade. Ele contou com o apoio do técnico em agropecuária Reginaldo Volpato, do escritório do IDR-Paraná em Indianópolis.

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Os extensionistas acreditam que com a colheita mecanizada a variedade IPR B36 possivelmente terá boa adaptação. O formato das raízes e sua inserção na planta devem facilitar sobremaneira a operação de “despinicação”, a separação das raízes da planta.

Os pesquisadores e extensionistas recomendam que a IPR B36 seja cultivada principalmente em solos com argila abaixo de 25%. A variedade também é precoce, mas pode ser colhida no segundo ciclo, como atestado pela produtividade obtida nas áreas de cultivo em Indianópolis.

Fonte: Agência de notícias do Paraná.

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Em meio à Pandemia, indústria de fécula e derivados diversifica produção e eleva oferta

Em meio à pandemia de covid-19, o setor de fécula de mandioca buscou diversificar a produção, no intuito de manter aquecida a liquidez desse mercado. Isso é o que mostra o levantamento anual realizado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Abam (Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca).

De acordo com o levantamento, além da fécula nativa, em 2020, o setor aumentou a produção de amidos modificados, de polvilho, de tapioca, de misturas para pães de queijo, entre outros. Os dados do Cepea mostram que a produção de fécula nativa teve participação de 60,7% no setor, seguido por polvilhos (azedo e doce), com participação de 17,3%; de modificados, de 13,2%; de tapioca, de 6,7%; e de misturas para pães de queijo, de 2,1%. Considerando-se a produção de todos esses itens, o setor teve utilização da capacidade industrial próxima da metade – ainda assim, a maior desde 2015.

Mandioca 20Planta C3 A7 C3 A3o0 - Em meio à Pandemia, indústria de fécula e derivados diversifica produção e eleva ofertaO Cepea indica que a produção de fécula nativa de mandioca teve crescimento de 7,5% em 2020, somando 538,8 mil toneladas, o maior volume desde 2016. Considerando-se o preço médio anual da fécula nativa, o valor bruto da produção atingiu R$ 1,2 bilhão no ano passado, com um salto de 22,7% sobre o valor nominal de 2019. Porém, é preciso considerar que a inflação medida pelo IGP-DI foi de 13,05% no ano, corroendo, portanto, parte desse avanço.

Do lado do consumo de fécula e outros derivados, os setores em destaque foram i) os atacadistas e de massas e ii) biscoitos e panificação, que representaram respectivos 23,1% e 20,3% do total. Outros setores importantes foram os de papel e papelão (6,7% do total), tapioca (6,2%), frigoríficos (6,0%), varejistas (5,1%), outras fecularias (4,0%) e indústria química (1,7%). Os outros 26,9% da produção total não tiveram destinos relatados pelas empresas consultadas pelo Cepea.

EXPECTATIVAS

Agentes estão otimistas no que se refere à produção de fécula e de outros derivados em 2021. No agregado, o setor espera aumento de 11,9% na produção neste ano, devido à possível melhora da economia frente ao que se foi verificado em 2020. Pesquisadores do Cepea ressaltam que o consumo de fécula e outros derivados tem correlação positiva com os indicadores macroeconômicos. Além disso, agentes do setor industrial também têm expectativa de aumento nas exportações em 2021 – até o momento (de janeiro a março/21), dados da Secex indicam que os embarques cresceram 3 vezes frente ao mesmo período do ano passado. Agentes também esperam reações de preços de raiz e fécula, tanto para este primeiro semestre quanto para a segunda metade de 2021.

Pesquisadores do Cepea apontam que o maior desafio do setor parece estar na oferta de raiz de mandioca. As intensas valorizações de outras commodities agropecuárias, como soja, milho, trigo, boi de corte e cana-de-açúcar, diminuíram a atratividade da mandiocultura – que, destaca-se, é uma atividade de ciclo mais longo.

Fonte: Cepea.

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Preço da mandioca continua em alta

Preço da mandioca continua em alta. 🌱🚜👨‍🌾
 
Neste cenário de oferta reduzida, os preços da mandioca subiram em todas as regiões.
 
Conforme dados do Cepea, neste cenário de oferta reduzida, os preços da mandioca subiram em todas as regiões.
 
A média nominal a prazo para a tonelada posta fecularia foi de R$ 463,07 (R$ 0,8053 por grama de amido) na semana passada, 1,8% acima da anterior.
 
Fonte: Cepea.
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Quem diria, travestida de embalagem, a Mandioca está cada vez mais em alta

Do consumo ligado às classes mais pobres da população, ela já foi alçada ou é iguaria da alta gastronomia em restaurantes badalados, como os paulistanos Tordesilhas, DOM, e mais tantos outros, país afora. Agora, a mandioca, aipim, macaxeira, maniva, uaipi, castelinha – vai a mais de uma dezena as suas denominações – passa de alimento ligado estritamente às raízes da cultura alimentar brasileira, a uma nova e não menos nobre função: servir de embalagens diversas, sustentáveis e que chamam a atenção do consumidor.

Suportado pela pesquisa fina em nanotecnologia, o uso da mandioca como matéria prima na substituição do poluente plástico, subproduto do petróleo, é um movimento sem volta. A raiz mais popular da culinária brasileira faz parte de um pacote no qual também estão embalagens fabricadas a partir de milho, cana-de-açúcar, fibra de coco e até cascas de hortifrutis, como o maracujá e o pimentão.
De acordo com a executiva, o iFood registrou aumento na quantidade de fornecedores de embalagens sustentáveis para o iFood Shop, marketplace da foodtech que garante itens, insumos e produtos voltados aos parceiros. O objetivo é incentivar o uso de opções menos agressivas ao meio ambiente. Para isso, a empresa está engajando mais de 18 mil restaurantes, até agora, na causa de zerar o plástico.
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O mais recente movimento nesse sentido veio do iFood, empresa que tem apostado em um modelo de negócio além da entrega de comida pela internet. No final de março, foi apresentado o iFood Regenera, um plano ambicioso para mitigar impactos ambientais. E o que a mandioca tem a ver com isso? “As ações focadas em sustentabilidade já vinham sendo criadas desde 2019, como a seção de embalagens sustentáveis no iFood Shop, dedicado aos restaurantes. Com o iFood Regenera, só aceleramos o processo natural da empresa, com opções de itens feitos com materiais produzidos a partir de mandioca, cana-de-açúcar, papel e amido de milho”, afirma Natalia Santana, head do iFood Shop.
No “Big Brother Brasil 2021”, que terminou ontem (4), essa embalagem de mandioca foi divulgada e apresentada ao público. E fez muito sucesso nas redes sociais, ao mostrar uma das participantes mordendo a embalagem para saber se era ou não comestível, depois de ler no rótulo a mensagem “feita de fécula de mandioca”. Parceira do iFood na empreitada em popularizar esse tipo de embalagem, a Já Fui Mandioca é uma empresa brasileira especializada no uso da fécula da raiz para a fabricação de seus produtos. “A ação no BBB foi muito importante para demonstrar para um grande público que existem sim alternativas, e que são feitas aqui no Brasil”, diz Stelvio Mazza, CEO da Já Fui Mandioca. “Isso é fundamental para ajudar a tornar o mercado de delivery de comida cada vez mais sustentável.”
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MERCADO E PESQUISA EM LINHA

Em rota de crescimento cada vez mais rápido, a sustentabilidade do delivery está na ordem do dia. Os novos hábitos de consumo, causados pela pandemia da Covid-19, fez o mercado global de delivery online de comida crescer 27% no ano passado. Passou de US$ 107 bilhões (R$ 575 bilhões), para US$ 136 bilhões (R$ 731 bilhões) em 2020, de acordo com um estudo de fevereiro deste ano da startup espanhola Comprar Acciones.

Esse gigante mercado busca por parceiras como Olivia Yassuda, responsável pela estratégia da OKA Bioembalagens, empresa que nasceu no Centro de Raízes e Amidos Tropicais da Unesp (Universidade Estadual Paulista), no campus de Botucatu (SP). “Hoje, muitas empresas já estão nascendo com DNA alinhado à sustentabilidade verdadeira, com produtos de alto impacto social e baixo impacto ambiental e assim buscam embalagens que sejam coerentes com seu produto, seja na área agrícola, alimentícia ou bens de consumo em geral”, afirma Olívia.

O mercado global de embalagens plásticas é gigante e é nessa seara que os produtos biológicos trabalham para capturar valor. De acordo com o relatório Flexible Plastic Packaging Market, publicado pela Markets and Markets em outubro do ano passado, o mercado global de embalagens plásticas flexíveis está projetado para crescer de US$ 160,8 bilhões, em 2020, para US$ 200,5 bilhões em 2025. Aqui no Brasil, uma pesquisa sobre o potencial doméstico na Mercado Livre, de fevereiro deste ano, mostra que em seu market place a busca por produtos sustentáveis cresceu cerca de 55% entre 2017 e 2020.

A pesquisa tem sido fundamental para aumentar a oferta de tecnologias destinadas à produção de películas biodegradáveis, à base de substâncias naturais, entre elas a mandioca. Esse caldeirão é objeto de estudos de empresas privadas, mas, principalmente, de instituições como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) que corre contra o tempo. A Rede AgroNano (Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio) reúne cerca de 160 pesquisadores, em 14 unidades da Embrapa e 39 outros institutos de pesquisa ou universidades, e dela já saíram inúmeros estudos. No caso das películas comestíveis, a partir de frutas e legumes – e que a participante do BBB poderia comer tranquilamente -, as pesquisas já duram mais de duas décadas e continuam sendo aprimoradas.

A busca é por produtos, como as embalagens da Já fui Mandioca, que utilizam 100 vezes menos água para serem produzidas e que se transformam em adubo, em até 90 dias. Ou tecnologias de processamento mais rápido, por exemplo, com o uso de aditivos para diminuir o tempo da fabricação das embalagens. Mas, principalmente, busca-se por produtos totalmente biodegradáveis para dar resposta a um dos maiores pesadelos da humanidade: o acúmulo de lixo.

Embalagens plásticas podem levar de 100 a 400 anos para se deteriorarem na natureza. Estudos da ONU (Organização das Nações Unidas) e do Banco Mundial, mostram que 1,4 bilhão de toneladas de lixo são produzidas anualmente no mundo. Em dez anos serão 2,2 bilhões de toneladas anuais e, se o ritmo for mantido, em 2050 serão quatro bilhões de toneladas de lixo urbano, por ano. Embalagens, como as de mandioca, podem contribuir para que essa conta macabra não se realize.

Fonte: Forbes.

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Como usar corretamente a Manipueira

A manipueira é um líquido de cor amarelada que sai da mandioca depois que ela é prensada, durante a processo de fabricação da farinha.

Despejada na natureza, a manipueira provoca a poluição do solo e das águas, causando grandes prejuízos ao meio ambiente e ao homem. Esse despejo pode e deve ser evitado com a utilização de técnicas corretas de manejo da casa de farinha.

Veja as formas de aproveitamento da manipueira:

  • Adubo:

A manipueira pode ser utilizada para fertilizar o solo, tornando-o mais rico em nutrientes e servindo também para controlar os vermes que prejudicam o desenvolvimento das plantas. O uso no solo deve ser feito 24 horas após sua produção.

Para fertilizar o solo recomenda-se a diluição na água na proporção de 1 para 1. Aplicar de 2 a 4 litros por metro de sulco de cultivo, deixando o solo descansar por 8 ou mais dias após a aplicação. Para a semeadura, deve-se revolver bem o solo.

Para fertilização foliar, recomenda-se diluição de 1 para 6 ou mais (1 litro de manipueira para 6 ou mais litros de água). Pulverizar as folhas das culturas com o líquido diluído. Fazer 1 aplicação por semana (mínimo 6 semanas / máximo 10 semanas).

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  • Pesticida:

Pode-se pulverizar 3 ou mais vezes sobre a plantação, com descanso de 1 semana entre cada aplicação. O agricultor deve realizar testes numa pequena área do cultivo, para saber a dosagem ideal para a plantação.

– Controle de pragas: em fruteiras maiores como laranjeiras, limoeiros, goiabeiras e mangueiras, recomenda-se pulverizar diluições de 1 para 1.

 Controle de insetos: nas plantas de pequeno porte, como maracujazeiro ou abacaxi, pode-se pulverizar uma diluição de 1 para 2.

– Como carrapaticida: na pulverização de rebanho, com 3 aplicações semanais. Recomenda-se diluições de 2 para 2 acrescidos de 1 litro de óleo vegetal.

– Culturas de hortaliças: para berinjela, pimentão e tomate, recomenda-se pulverizar diluições de 1 para 3 ou mais.

– Controle de formigas: é recomendado despejar 1 litro de manipueira pura em cada olheiro, que depois deve ser fechado.

  • Vinagre:

Coar a manipueira 2 vezes com um pano limpo, colocar no decantador e, depois, deixar ao sol, sem tampar o recipiente, por um período de 15 dias. Depois disso, se deve abrir a torneira e retirar o líquido puro obtido (vinagre), tendo o cuidado de não agitar o material depositado no fundo do decantador. O vinagre deve ser coado e colocado em garrafas PET limpas e com tampas, para evitar a evaporação.

Dica importante para adicionar essência de frutas ao vinagre: antes de colocar a manipueira no decantador, misture as frutas picadas e amassadas com um garfo.

  • Tijolos:

A grande vantagem do processo de fabricação de tijolos com manipueira é ser ecologicamente correto, pois não consome água, nem há necessidade de ir ao forno, economizando importantes recursos naturais.

Fonte: Sebrae.

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Clima seco dificulta a colheita da Mandioca e preço sobe

O clima seco em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea tem reforçado as dificuldades em se avançar com a colheita da mandioca – em algumas praças, inclusive, verifica-se interrupção das atividades. Além disso, alguns mandiocultores já comercializaram todas as lavouras com mais de 15 meses (segundo ciclo) e não mostram interesse pela entrega daquelas mais novas. Do lado das indústrias, a demanda está firme. Esse cenário tem elevado a disputa pela matéria-prima e resultado em novas altas nos preços da raiz de mandioca.

Fonte: CEPEA.

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Agricultores do PR reduzem produção de mandioca com alta de custos

Agricultores do Paraná estão diminuindo a produção de mandioca diante do aumento de custos. O estado é o segundo maior produtor, depois do Pará.

O produtor Vanderley Foz de Oliveira, de Paranavaí, diz que, depois de mais de 30 anos cultivando a raiz, acumulou dívidas nas últimas safras e teve que vender bens e fazer financiamentos para continuar o plantio. Sua área de cultivo caiu 60%.

“Essa pandemia judiou muito a gente. Os insumos, o óleo diesel, o boia-fria. O arrendamento está super caro, está caro demais. Se não der um preço na mandioca, vamos tentar reduzir 50%”, diz Oliveira.

A Associação Brasileira de Produtores de Amido de Mandioca estima que a produção da raiz será 30% menor na safra 2021/2022.

Clique abaixo e confira matéria completa:Screenshot 1 1 1024x574 - Agricultores do PR reduzem produção de mandioca com alta de custos

Fonte: Globo Rural

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Oferta de mandioca diminui e sustenta cotações

Parte dos agricultores que já finalizou a semeadura do milho se mostra interessada na comercialização de mandioca. Porém, muitos já diminuíram o ritmo das entregas, seja pelo clima mais seco ou até mesmo por considerarem que os atuais patamares de preços da raiz não remuneram a atividade. A demanda pela matéria-prima, por sua vez, foi menor ao longo da semana passada.

Levantamento do Cepea mostra que, entre 29 de março e 1º de abril, o valor médio a prazo da mandioca posta fecularia foi de R$ 412,85/tonelada, alta de 0,35% em relação à da semana anterior. Ainda assim, a média de março ficou 17,4% inferior à de março/20, em termos reais (valores corrigidos pelo IGP-DI).

Fonte: Cepea

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